quinta-feira, 21 de maio de 2015

Tempo e Sentimentos

  

Passa o tempo
Passa o vento
Os sentimentos 
São sentidos
E vividos
E a natureza
É testemunha...

(Desenho e Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho)


"Às vezes ouço o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido"
(Fernando Pessoa)



terça-feira, 12 de maio de 2015

Simplicidade



Simples é a vida
Simples são as flores
Que em cores se abrem
Para o dia...



"No meio da confusão, encontre a simplicidade. A partir da discórdia, encontre a harmonia. 
No meio da dificuldade reside a oportunidade."
(Albert Einstein)


Onde está seu tesouro




Onde está seu tesouro?
O verdadeiro tesouro 
Se encontra
Dentro de nós...

Onde está seu tesouro?
Seja em cores ou preto e branco
Ele está seu coração.

(Desenho e Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho) 

O peixe e as flores


Bem escondido
Passeia o peixinho
Ele nada, nada
E nada acontece

Ele não sabe 
Mas de olho nele 
Estão as flores
Apaixonadas 
Pelas seus movimentos 
E suas cores
Ah! Peixe!

(Desenho e Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Flores, folhas e borboletas





Quando Morfeu me largou
No meio da madrugada
Fez-se o tempo necessário
Para o sentir
Se desmanchar no papel
Então, foram surgindo
Flores, folhas e borboletas.

(Desenho e Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho)


"Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor."

(Fernando Pessoa)



Despertar


Transforma-se sempre
O jardim do coração.
Do nada, nasce tudo
O que se quer plantar.
Se se planta alegria,
Sorrisos invadem o ser.
E voam borboletas
Que despertam
Um outro dia... 
(Desenho e Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho)

O verbo no infinito

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor, nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...
(Vinícius de Moraes)


Divisão


Dividi-se em várias
As facetas de nossas vidas
Quem sou eu hoje
Não serei amanhã
Sou vida que se agrega
As coisas aprendidas
Assim, me transformo
A dia a dia
Todos os dias...
(Desenho e Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho) 

"Não sei quantas almas Tenho
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê.
Quem sente não é quem é.

Atento ao que sou e vejo.
Torno-me ele e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esqucer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu?"
Deus sabe, porque o escreveu."
(Fernando Pessoa)