sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Viva o verde


Vês?
Viva
Vida
Verde
Viva!

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)

Plante belas cores


O que plantamos haveremos de colher
Simples assim
E não tem como fugir
Se se reclama dos desgostos, aflições e martírios
Analises seus feitos
Renove seus pensamentos
Mude de atitude
Deixe brotar em sua vida
O lindo, lírico e o belo
Que as belas cores
Será rotina em sua vida

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Hoje, só desenho!


Sem muito o que falar
Me calei
E desenhei...
Hoje, espero que digam
Hoje só desenho!

(por Sandra Maria de Aguiar Coelho) 

domingo, 21 de outubro de 2012

Que fique a alegria


Há momento em que os mares
Se mostram agitados
E quando a noite chega
Esses momentos nos parecem
Não acabar mais...
Então, é hora de repousar os barcos
Sair da turbulência
Esperar a calmaria...
Tudo passa
Então que parem as tempestades
Que passe a ventania
Que a dor fique anestesiada
E que fique a alegria!

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)



Folhas ao vento


Folhas ao vento
Levem meus maus
Pensamentos
E me deixe
Em boa ação
Em oração

(Texto e Desenho/Colagem: Sandra Maria de Aguiar Coelho)


sábado, 20 de outubro de 2012

Abre as torneiras do céu



Ô! Meu Padim Padi Ciço! Ô! Meu São Francisco de Assis!
Fala pra  São Pedro, que toma conta das coisas, aí no céu
Pedi para ele abrir as torneiras
Prumode cair água na terra e eu prantar
O Sol aqui tá de rachar!
As prantas tão morrendo, o gado é pele e osso!
A caatinga, já ficou cinza a muito tempo
Os ventos estão tão seco... É um lamento só!
Muita reza eu lhe prometo
Todo o dia e por todo o ano
Me acode agora Santo Antonio, e solta as águas do céu! 
Ô! Meu Padim Padi Ciço! Ô! Meu São Francisco de Assis! E todos os Santos que me escutam!
Me manda chuva promode moiar minhas terras
E da terra vida brotar!

Avia, Meus Santinhos!
Enche logo os açudes
Deixa meus rios correrem
Quero o cheiro de mato molhado
Quero os pássaros cantando
Mariposas voando e flores florindo
Amém!


(Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho e Sônia Maria de Aguiar Coelho; Pintura: Sandra Maria de Aguiar Coelho )

Luta diária


Na luta diária crescemos
Aprendemos que em certos momentos
Precisamos nos curvar
A inclinação pode parecer
Aos olhos do mundo, fragilidade
No entanto, é o momento de fortalecimento.
Se se me curvo, aprendo o que os ventos dizem.
Absorver o bom ensinamento
Nos encaminha ao adequado amadurecimento
Que a vida exige...

Na luta diária, se os ventos me curvam
Deixo-me reverenciar a suas forças
Absorvo suas boas energias
Adormeço os destroços que causam
Amadureço... 

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Embala os sonhos


Embala os sonhos
Ao sabor dos ventos
Espalha alegria
Deixa escorrer as emoções
Deixa fluir a vida
Dança com gosto
Sente a alegria da paz na brisa
Mas vive a realidade da vida

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho) 





Vista sua alma

Vista sua alma 
De leveza
Vista sua essência
De beleza
E a vida vai brilhar...   

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)

Gentileza


O estudo leva ao conhecimento
O conhecimento nos direciona ao entendimento
Compreender a vida
Sentir o sentido da vida
Nos torna mais sensível 
As delicadezas da alma...
Delicadeza gera gentileza
E é disto que a sociedade precisa

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)


O passado o tempo leva


O passado o vento leva...
Se foi flores
Ficam os amores
Fica a luz que brilha
Na vida...
Se foi dores
Não se prenda
Que o vento também leva
E leve fica a vida


Chega o tempo


Chega o tempo
Que as flores se abrem
Independentes
Enfeitam o mundo
Flores e cores
Alegram a vida

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)


Liberdade



Na cidade o homem deixa se envolver
No pouco tempo do tempo
E perde o tempo...
A cidade de longe
Arrasta a esperança do homem
Ele apenas sobrevive
Preso na manta turva da poluição...
E se ele deseja viver
Ele se despende dele mesmo
E foge da cidade
Seu pensamento ultrapassa o mundo
Lá fora, é capaz de visualizar
O frio das sensações
O calor das emoções
A transparência da água
A delicadeza da vida
Lá fora, está livre...

(Texto e Pintura: Sandra Maria de Aguiar Coelho)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Flores e poesias para George



Se palavras me faltaram
Para expressar meus sentimentos
Ora, a solução que encontrei
Foi pedir emprestado
Ao próprio George e a Sônia
Pedaços de sentimentos
Expressos em poesias
Pois, poesias vão além das palavras
São emoções pressas em papel
Daí, eu miscigenei às flores...
Neste dia, 18 de outubro
Então misturei flores e poesia
Para meu irmão, George! 

Feliz Aniversário, G!

(Texto e Pintura: Sandra Maria de Aguiar Coelho)

George


Em certos momentos
Palavras são difíceis de serem encontradas
Provavelmente, nem existam
Refiro-me a palavras que possam expressar
Tudo que sentimos por George, nosso irmão
Então, neste dia, muito especial
Nada melhor a fazer
Do que pintar e lhe enviar flores... 



Feliz Aniversário, George!!! Feliz dia 18 de outubro!!!

(Texto e Pintura: Sandra Maria de Aguiar Coelho)




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Caneta tinteiro


Inspiração chega de mansinho
De uma macha de tinta
Rabiscos se soltam
E tomam vida

Inspiração no coração
Pena na mão
Riscos que se desenham
Reflete a alma:
É uma canção. 


P.S.: Mexendo em uma caneta antiga, de pena, que pertenceu a meu pai, manchei o papel e daí surgiu o desenho. Depois fiz o texto e minha irmã Sônia, complementou muito bem!

(Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho e Sônia Maria de Aguiar Coelho; Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho. Publicado anteriormente em meu face: Sandra Coelho  em 08/08/2011)



Busque


A vida abre seus braços
Para acolher aqueles que se deixa abraçar
A vida se mistura a cores que escolhemos
Busque cores, busque os constates
Busque vida na vida

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho. Publicado anteriormente no meu face:Sandra Coelho)

O jarro


Basta um minuto, ou segundos
Para os pesamentos voarem
O tempo se dissolve nas horas
A vida corre lá fora
O jarro intacto permanece atrás da porta
O acordar vem de repente
O jarro atrás da porta não sai da mente
O sonho se confunde com a realidade
Basta um minuto, ou segundos
Para os pensamentos flutuarem
Mas, o jarro atrás da porta
Continua lá, íntegro.

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho. Publicado anteriormente no meu face: Sandra Coelho)


Murta


Em pequeno papel podemos nos expressar
De forma simples o que sentimos
Se se alguém disser: "não sei desenhar!"
É só começar a rabiscar!
De um erro, se faz um acerto
De uma cor se tem uma expressão
Traços retos, traços curvos
Cores quentes, cores frias...
O que importa é canalizar sentimentos
E apreende-los no papel
Socializar com outras pessoas...

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho - Publicado anteriormente no meu face:  Sandra Coelho)


Os vários ângulos de Mingau!


Quem cria gatos sabem como eles são
Entende o que quero dizer...
Gatos são amigos independentes
Companheiros em todas as horas! 
Nos suportam com todas as nossas inquietudes
Eles se adaptam nossa rotina
Nos dão carinho, ao pedir carinho...

Mingau, gato da Déa, é mais que especial
Foi resgatado das ruas, muito doentinho
Mingau é meigo, adorável, lindo e macio
Adora farrear no começo da noite
Não gosta do Sol quente
Ele que tem que comandar o passeio e os horários
Fica de olho da dona para sentir-se protegido
Mas, em seus passeios, não quer que ela chegue perto
Para os outros, na rua, faz gracinhas
Fica de barriga para cima para ser acariciado
E se é levando para casa antes de suas vontades serem satisfeitas
Chega a dar tapinhas e arranhões, mostrando-se contrariado
Adora ser chamado de lindo, fofo, gostoso!
Faz posse para fotos!
É tudo de bom, este GATO!

(Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho. Fotos: Sylvia Andréa Coelho Paiva - Dedea Loka)



domingo, 14 de outubro de 2012

Que toquem todos os sinos



Que toquem os sinos
Sinos de bronze, com misturas de estanho, prata ou ouro
Ou simplesmente os sinos de cerâmica ou vidro
Pouco importa de que seja feito
Mas, toquem todos os sinos!
Despertem com o som harmonioso
A paz na humanidade
E anunciem a liberdade e a felicidade
Que o toque dos sinos (“signum”)
Seja um sinal de fé e serenidade
Inserido na sociedade...

Que toquem todos os sinos
E acordem os homens
Para o retorno da estrada certa
Caminhos que nos levam
Ao crescimento com desenvolvimento

Que toquem todos os sinos
E despertem os homens
Para o que realmente importa
Pois, a vida não é só matéria
A vida vai muito além da morte

Que toquem todos os sinos
E suas músicas penetrem no corpo e alma
Acalme, serene nossos pensamentos
E traga o povo de volta ao bom caminho

Que toquem todos os sinos!!!

(Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho. Foto: Germana Onofre Pinto. Local: Alcântara, Maranhão, Brasil - 2012)  





sábado, 13 de outubro de 2012

Meu desenho

Quanto mais passa o tempo
Mais o tempo engole o homem...

O meu relógio de pendulo
Quebrado no meu escritório
Suspende o meu tempo
E o prende em quatro paredes...

E minha mão desliza no papel
E meu desenho me protege
Da massificação diária
Do mundo lá fora
Quando me prende os bons sentimentos
Em formas e em cores...

E me embriago de alegria
Ao produzir mais um sentimento
Estampado no papel...

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)

Alegria é o presente


Em oração, o lamento se esvai
A alma acalma
O corpo se harmoniza
Junto a natureza
A paz se faz presente
A alegria é o presente

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Lembranças de minha tia Yaiá e tio Chico

Tia Yaiá e Tio Chico

Eu (Sandra), Aldenora (minha mãe), Sônia (minha irmã) e Tia Yaiá 


Meus irmãos atiçam minhas saudades!
Desta vez as lembranças da infância se instalam
No sítio em Messejana, que pertencia aos meus tios Yaiá e Chico
Messejana era um Distrito de Fortaleza
Hoje foi reduzido a um bairro de Fortaleza
Quando criança, ir para o sitio era uma viagem e aventura e íamos sempre.
A BR 116 possuía apenas duas pistas: uma de ida, outra de voltar
Ao longo da estrada, passávamos por um carnaubal
E nossos pais diziam ser parecido com o da Fazenda Bel Monte...
Os ônibus dessa linha eram velhos, barulhentos e lentos
Teve uma vez, que até ficamos no prego de pneu
No meio da estrada, debaixo de uma mangueira...
Mas, chegar ao sitio era uma festa!
Tia Yaiá e Tio Chico nos recebiam muito bem
Sempre com conversas leves e brincadeiras que nos divertiam
A Tia sempre falava que o pai me registrou no dia errado
Dizia que eu não tinha nascido dia 22 de julho
Mas sim, dia 23, no mesmo dia do aniversário dela!
Foi Tio Chico que me alertou pela primeira vez da importância da ginastica
Ele tinha um quadro com um homem ensinando as posições de ginasticas
Hoje sinto as consequências de não ter seguido estas sábias orientações!
Tia Yaiá me ensinou a fazer crochê
Ela também tricotava, mas dizia que crochê era superior
Pois, para tricotar era necessário duas agulhas
E com apenas uma, o crochê se superava!
Tantas coisas! Tantas coisas! Tantas coisas!
E as comidas que a Maria fazia, supervisionada por titia! Perfeitas!
Em pequenas travessas, uma boa variedade de coisas
Hoje tenho certeza, aquelas refeições eram abençoadas
Nos davam energia para andar e brincar pelo sitio o dia todo!
Eu me lembro das mangueiras, dos cajueiros... das flores, das orquídeas...
Tia Yaiá mandava colocar anil nas flores para elas ficarem azuis...
No sitio tinha até umas ou duas vaquinhas!
Aproveitamos muitos, quando crianças, à companhia dos meus tios!
O tempo passou e Tio Chico nos deixou
Foi uma tristeza só! A casa silenciou e nós fechamos em uma só dor, junto com a Tia...
Até hoje, não sei exatamente porque ela permitiu vender aquele sitio
Hoje, o sitio se tornou o lugar onde funciona o DETRAN...
Tia foi morar na Solon Pinheiro, aí as visitas que eram dominicais passaram a ser diárias!
Nessa época eu tinha uns 16 anos e tive a permissão de meus pais para trabalhar
Trabalhava à tarde, como digitadora, numa época que a computação iniciava
No fim da tarde, passava na Tia Yaiá, que sempre oferecia uma gostosa sopa!
Entre conversas e petiscos, riamos e falávamos sobre a vida e os estudos...
Depois seguia para o Colégio Cearense...
Era um ritual muito agradável! Eu via sempre a Tia e a Maria
Muitas vezes chegava de mansinho no horário que rezavam...
Depois a Tia passou a morar mais perto ainda da gente
Na Rua Assunção... caminho do trabalho da mãe...
Mais visitas fazíamos, todos nós: pai, mãe, irmãos...
Com muita tristeza recebemos a noticia da partida da Tia...
Tia Yaiá e Tio Chico ficaram marcados nas nossas lembranças, nas nossas vidas...
Saudades, sempre!

(Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho. Foto: Arquivo: Família Aguiar Coelho)

A Casa de Messejana

(por Sônia Maria de Aguiar Coelho)

Aquela viagem era terrível. Aquele  ônibus velho ia de Fortaleza a Messejana num balanço mareado, e eu ficava enjoada sempre. Às vezes o que aliviava era que mamãe me colocava na janela e para me distrair ia apontado para os carnaubais que havia ao longo da estrada e ia contando que na fazenda do nosso avô materno, Coronel Raimundo Inácio de Aguiar, tinha muitos iguais aqueles.

Quando chegávamos à casa de tia Yaya, Célia, na verdade, era sempre uma alegria e a certeza de que seriamos recebidos com sequilhos, bolos e uma rede sempre limpa e cheirosa, tiradas do baú que ficava no quarto do lado de fora da casa. Gostava de subir nas árvores, acompanhar a Maria nas idas a horta, cercada para  nenhum animal invadir. Eu ainda sinto  cheiro de castanha assada em uma lata e depois quebrada e comida ali mesmo. Gostava de ver Maria acocorada, e tinha uma técnica de sentar sem se mostrar, ela colocava o vestido no meio das pernas, acendia seu cachimbo e ficava ali, conversando, perguntando, ouvindo e rindo. E o tempo passava assim, colhendo frutas, varrendo a chão, tirando as ervam daninhas, catando o arroz e o feijão, fazendo comidas, lavando loucas e cuidando da gente. Enquanto Maria acompanhava as galinhas entrando no galinheiro, Tia Yaya ia banhar as meninas, eu e Sandra. Ainda hoje, sinto saudades e compro sabonete Palmolive, o verde, mas não encontro mais aquele cheiro de infância, acho que mudou. 

Tio Chico, era um homem muito tranquilo, sempre tratava a titia com  amor e respeito e gostava muito da gente e  nos tratava com carinho e muitas brincadeiras. Eu sempre dava um jeito de vê-lo fazendo ginastica.  Ele imitava as posições de um homem em um quatro que ficava preso na parede. Depois ele ou ia ler ou ouvir radio com a titia do seu  lado. O que eu achava interessante era que a casa  nunca  estava vazia, sempre com visitas. Eles eram queridos por todos.

As 6hs da tarde, a gente ia "tirar o terço", tio Chico, tia Yaya, Maria e eu. Achava linda a meditação dos mistérios (tia Yaya falava que eram rosas para Maria).Titia se ajoelhava no genuflexório olhando os santos que ficavam no oratório (Não sei que fim levou os moveis lindos da Titia).Toda as vezes que pego o terço, lembro desses momentos.

Depois vinha gente de todos os lugares para assistir televisão. Uns sentados no sofá de vime, outros no chão ou da janela, em pé, do lado de fora.

Na hora de dormir eu ia à cama deles e ficava ligando e desligando um abajur de vime e luz lilás que ficava no criado mudo e depois ia dormir.

Creio que quando ela vendeu a casa de Messejana, ela ficou muito triste mas, foi bom, pois ficou mais perto da gente. Ela foi morar numa casa perto da casa de papai.  Todos os dias eu e ele passávamos lá. Eu estudava num colégio na Av. Duque de Caxias. A casa era bem menor do que a de Messejana e cheia de pedra (cristais róseos).

Depois, ela foi morar na Rua da Assunção ai era a vez da mamãe visita-la todos os dias, pois era caminho do trabalho dela, D.A.E.R . Papai todos os dias dava noticias da titia. Essa casa era ainda menor, escura e os moveis dela ficava num galpão atrás da casa. Cobertos para não estragar. Lá tinha muito gatos e sempre que eu chegava e não encontrava a Maria, ela está lá no quintal seguindo o ritual do pitar o cachimbo.

Em 1979, fomos morar na Cidade dos Funcionários e como tinha que ir à faculdade sempre dava um jeitinho de ir visita-la. 

Em 80, vim morar em Brasília, e em novembro de 1981, mamãe estava comigo, pois tinha vindo para o parto de meu primeiro filho, quando  recebemos um telefonema dizendo que Titia tinha falecido naquela noite. NO MESMO DIA  entrei em trabalho de parto e ficamos entre a tristeza da partida e a alegria da chegada.




O relógio


O Relógio

(por Sandra Maria de Aguiar Coelho)

Sinto (sempre que o vejo) a falta do bater
Do relógio de pendulo da Tia Yaiá
Que ainda está sem bater na minha parede do escritório
Não sei quem conserta... ou tenho receio de não ter jeito...
Sinto (de vez em quando) a nostalgia n'alma
De não-sei-o-quê, não-sei-por-quê e não-sei-de-onde...
Quanto a solidão, sinto não
Sinto minha família sempre
Sempre perto do coração!


Se o relógio bate, às vezes, solidão

(por George Alberto de Aguiar Coelho)

Pro frio forte, me basta um cobertor
Pra fome e sede, preciso d'água e pão
Tomo remédio pr'aliviar a dor
Mas mesmo assim, inda não me sinto são
Aperta minha mão. Careço de amor,
Se o relógio bate, às vezes, solidão.


Solidão

(por Sônia Maria de Aguiar Coelho)

Se o nome é solidão, não sei.
Mas sinto algo e é minha amiga.
Com ela, se sinto a ausência, danço e canto.
Eu a embalo e imagino.
Não me maltrata e é minha companheira.
Por isso fico quieta. Sinto o frio, sinto a dor, sinto a música.
Não há falas vulgares. Silêncio.
Com ela, eu ou o que sou.

P.S.: Acima, trocas de e-mails poéticos entre irmãos, no dia 22/11/2010.

(Foto: Sandra Maria de Aguiar Coelho. O Relógio é legado de minha Tia Yaiá para mim.)


Determinação na vida


A vida 
Pode "não está nem próximo do justo"
Se entrelaçar e ser difícil o deslaçar 
Pode parecer uma tristeza sem fim
E tantas coisas desagradáveis...
Mas, a vida pode ter um lado melhor
Ter um brilho na noite escura
Ter vida no chão seco
A vida pode tantas coisas boas e maravilhosas...
Para tanto, é preciso determinação
De parar o triste
De manter o riso
De bailar mesmo sem música
De ver e sentir as luzes das estrelas...

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho) 

Consequência


Do vazio se cria o desenho
Do desenho surgem retas, curvas e cores
Do reto entrelaçam as curvas
Das curvas dançam as cores
Das cores surge a vida
Da vida nasce a esperança
Da esperança renasce a alegria

(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)