quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Além da realidade
Muitas coisas
Passam além do material
A leitura da vida
Se divide com a razão e com o sentimento
Mas, não se deve esquecer
De ler as entrelinhas da vida
E deixar fluir o surreal...
(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)
Papel e cores
Para alegrar a vida
Duas ou três cores
Espalhadas no papel
Transformadas em linhas e flores...
Para alegrar a vida
Papel e cores!
(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)
Na real
Para quê? Por quê? Como?
Qual o sentido da vida?
Muitas perguntas...
Muitas cogitações...
Poucas respostas...
Na real, o que importa é ser feliz
É deixar de lado as tristezas
É deixar florir o belo!
(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Fios, todos juntos e misturados!
Agora
os fios estão todos
Juntos e misturados...
Os
novelos se desfiaram
E
eu desconfio de quem foi...
Sim!
Desconfio de minhas crias
Que
bagunçam ainda mais minhas bagunças
Mas,
qual das minhas crias misturou meus fios?!?
Será
que foi:
Vivi?!?
Ou Táta?
Ou
ainda Gugu? Dara?!?
Latifa,
tenho certeza, não foi
Ela
é uma lady, e não se mistura a fios!
De
mais dez, posso desconfiar!
Então,
é melhor deixar para lá
E
ficar curtindo só as cores
Dos
fios, todos juntos e misturados!
E quantas cores!
(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Tortura
Não tinha como correr...
A dor já expressava em meu rosto, ia iniciar a tortura...
E ela me conduziu para uma cadeira longa
Fui obrigada ficar ali
Na minha frente
Protegeu lentamente suas mãos com luvas
Ela se resguardou de qualquer contaminação...
Com instrumentos metálicos
Fez escorrer sangue de minha boca
Com agulha fina me perfurou
Injetou algum líquido, que me fez gelar
Ao mesmo tempo em que o suor escorria em meu corpo
A dor já era realidade, antes que pudesse pensar
Injetou mais líquido...
Em pouco tempo senti o sangue escorrer novamente
Minha boca sangrava...
A tortura continuava e a minha ânsia era imensa
Queria correr daquele lugar
Minha cabeça se jogava automaticamente para trás
Mas, não tinha como fugir...
Mesmo de olhos fechados
Senti como se um osso fosse arrancado do meu corpo
E fui costurada...
Depois de tudo acabado
Ela ainda sorrindo, me afirmou:
"Tenho certeza que não do doeu!"
Como não?!?! A dor física pode ser sanada
Mas, o psicológico, é muito mais difícil!
O alivio da dor, só se fez notar em mim
Quando sai de lá!
Sem um dente!
P.S.: Agradeço imensamente a minha dentista, pela santa paciência que tem comigo!
(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)
sábado, 6 de outubro de 2012
O olho do meu olhar
Em traços rápidos
Registro o olho do meu olhar
Que busca a cor e o brilho
De tudo no mundo, ao meu redor
Rabisco rápidos
Para não acompanhar o pensar
Limpar a mente
Fluir o sentimento...
E em cada pedacinho de papel
Registro a mente vazia de razão
E o olhar do meu olhar
(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)
Somos várias faces
Somos várias faces
E não somos fáceis...
Somos brilho que reflete n’água
Somos flores que brotam do chão
Somos uma inconstância n’alma
Algumas vezes, queremos
Mas, n’outras, não queremos querer
A razão questiona muito a emoção
Briga eterna dentro de nós...
Somos várias expressões
Nos dividimos constantemente
Vezes somos amargo, detestável, egoísta e possessivo
N’outras vezes, doce, amável, agradável, compreensivo
Somos opostos, somos um todo
Somos busca inevitável de nós mesmos
Somos o que somos
Na procura de sermos melhores...
(Desenho e Texto: Sandra Maria de Aguiar Coelho)
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